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Elfo
Elfo.jpg
Elfos

Divindade Patrona

Glórienn[1]

Tempo de Vida

250 anos[2]

Idiomas

desconhecidos

Altura

desconhecida

Peso

desconhecido

Primeira Aparição

Tormenta - 1ª Edição

Os elfos, filhos da deusa Glórienn, são uma raça silvestre muito antiga, de vida muito afeita às artes, à magia, à beleza e aos mais delicados prazeres. Possuem mais ou menos a mesma altura e compleição física dos humanos, mas tendem a ser mais sutis, elegantes e esbeltos[1] - apesar de que alguns se mostram tão musculosos e massivos quanto qualquer humano[2].

Têm orelhas longas e pontudas e olhos amendoados, e muitos apresentam traços exóticos em sua aparência - como olhos e cabelos de cores incomuns e brilhantes (azuis, verdes, púrpuras, lilases, dourados, prateados, vermelhos... quase sempre em tons metálicos) ou traços de animais (patas; cauda longa, fina e com a ponta afiada; olhos com pupilas verticais ou íris enormes, que ocupam quase todo o olho...)[1][2].

Os elfos são longevos, costumando atingir os 250 anos. Essa longevidade exerce forte influência sobre sua personalidade, e ajuda a explicar seu comportamento. Elfos apreciam os prazeres da vida mais lentamente, e por isso são exigentes quanto à comida, roupas, beleza, artes e prazeres em geral. Apenas os maiores amigos e inimigos são lembrados por eles[2]. Eles constroem suas habitações em árvores, apreciam vinho, pratos exóticos e objetos de arte e são amantes da natureza e observadores das coisas belas do mundo[3].

Todas essas coisas fazem com que os elfos sejam vistos pelos humanos como frívolos, distantes e até arrogantes[2]. Porém, apreciam a companhia dos halflings, pos reconhecem o apreço que essas criaturinhas têm pela natureza[4]. Elfos enxergam no escuro, são propensos a desenvolver habilidades mágicas e são especialistas na luta contra goblinóides. Suas armas tradicionais são o arco e a espada longa[5].

Histórico dos ElfosEditar

Apesar de algumas versões da história dizerem que os elfos teriam evoluído a partir dos elfos-do-mar[2], eles na verdade teriam sido criados por Glórienn em uma região distante e hoje desconhecida. Milhões de anos depois, embarcaram com uma enorme frota para o continente de Lamnor[6]. Conhecidos por sua arrogância e orgulho, os elfos fundaram o imponente reino de Lenórienn[1].

Mas o território escolhido pelos elfos para estabelecer sua nação era ocupado por hobgoblins, raça nativa do local. Descontentes com aquelas inconvenientes criaturas presentes em sua nova morada, os elfos iniciaram então uma caçada implacável aos hobgoblins para "limpar" a área escolhida. Incapazes de enfrentar as flechas e a mágica dos elfos, os goblinóides foram então forçados para o sul[7].

Embora o poder da nação élfica fosse inquestionável, suas relações com os reinos vizinhos não eram das melhores. Khinlanas, o regente elfo da época, recusava a visita de emissários e não permitia a passagem de rotas comerciais através de território élfico. Seu governo se baseava em isolar os elfos de todas as outras raças - a própria raça élfica se considerava perfeita, evitando contato com "raças inferiores". Tamanha arrogância e xenofobia irritou os humanos que habitavam Lamnor na época, que assinaram um tratado entre si garantindo que nenhum reino humano próximo a Lenórienn poderia interferir nos assuntos élficos. Fosse para o bem, fosse para o mal[7].

Coincidência ou não, os hobgoblins retomaram a ofensiva pouco tempo depois da assinatura do tratado. E desta vez as coisas seriam diferentes; enquanto a confiança excessiva dos elfos deixou-os despreparados para a guerra, o esforço dos hobgoblins em desenvolver nova tecnologia foi recompensado. O ataque repentino das imensas e assustadoras máquinas de guerra por pouco não derrubou Lenórienn. Desta vez sem condições de expulsar os hobgoblins, os elfos podiam apenas se defender. A guerra atravessou séculos sem pender para um lado vencedor. Até a chegada dos bugbears e seu comandante Thwor Ironfist[7].

Enquanto elfos e hobgoblins guerreavam, quase todo o restante de Lamnor havia sido conquistado por Thwor. Mas para continuar sua campanha sangrenta, ele precisava das máquinas de guerra dos hobgoblins. Através de um intrincado plano, o próprio Thwor realizou um feito inimaginável; invadiu a cidade dos elfos e raptou Tanya, a princesa local. Ofereceu-a ao líder hobgoblin em troca de seu apoio e pelo uso de suas máquinas de guerra. Estava assim formada a Aliança Negra[7].

O rapto da princesa Tanya de dentro do próprio palácio real foi um golpe duro demais para o regente elfo Khinlanas e seus súditos. Desmoralizados, em inferioridade numérica, e encurralados ante a selvageria da Aliança Negra, os elfos tombaram. Lenórienn caiu. Respeitando o Tratado de Lamnor, nenhum reino humano se envolveu no conflito. Os elfos que se recusaram a fugir (ou não conseguiram) foram cruelmente assassinados. A cabeça de Khinlanas foi suspensa no centro da antiga cidade, como um estandarte da vitória hobgoblin. Hoje a área correspondente a Lenórienn foi rebatizada com o nome Rarnaakk e pertence aos hobgoblins, como parte do acordo com Thwor[7].

Os Elfos HojeEditar

Atualmente os elfos são um povo sem pátria e repleto de mágoa. Boa parte dos sobreviventes fugiu para o norte, em direção a Ramnor, prevendo o massacre que viria a seguir - mas correm rumores sobre um movimento de resistência crescendo ao sul de Lamnor. Talvez por rancor, nenhum elfo sobrevivente se importou em alertar os outros reinos sobre os planos de conquista da Aliança Negra[7].

Dizem que o trauma emocional provocado pela destruição de Lenórienn transformou os elfos em uma raça nômade, um povo de viajantes. Por esse motivo, elfos podem ser encontrados em praticamente qualquer ponto de Arton, mas raramente formam comunidades maiores que uma família - com poucas exceções, como a Vila Élfica de Valkaria. Dizem que existem alguns vilarejos élficos maiores, mas muito bem escondidos, e também não é raro encontrar elfos vivendo entre aldeias de centauros[8]. Essas características tornaram os elfos de Arton grandes aventureiros[7].

Isso também fez com que a maior parte dos elfos adquirisse uma postura triste, derrotista e melancólica. Eles são um povo ressentido e amargurado, forçado a viver como párias nas terras de raças "inferiores"[1]. Mas a perda de sua nação e as agruras da guerra também tiveram efeito moderador sobre o temperamento dos elfos, diminuindo sua arrogância. Devido, porém, à sua antiga má fama, eles não costumam ser bem aceitos entre as demais raças de Arton, especialmente humanos[7].

ReligiãoEditar

A principal deusa dos elfos é sua criadora, Glórienn. Contudo, muitos elfos hoje culpam-na pela tragédia da perda de Lenórienn, virando-lhe as costas e voltando-se a outros deuses[1] - ou mesmo ignorando a existência dos mesmos. Graças à esse ressentimento, são raros os clérigos de Glórienn, mas aqueles que restam são devotos fervorosos. Encarnam principalmente o aspecto protetor da deusa, e estão sempre prontos para discursar em favor de sua deusa. De fato, existe uma preocupação destes clérigos em mostrar que Glórienn não tem culpa alguma pela destruição de Lenórienn; teriam sido os deuses humanos que, por omissão, permitiram a Ragnar ganhar força para atacar[5].

Uma das deusas buscadas pelos elfos após Glórienn é Allihanna (ou Allihannatantala, como a chamam), da qual é muito comum encontrar elfos clérigos, especialmente em Lamnor - onde eles ainda tentam proteger as áreas selvagens contra a dominação goblinóide. Sua importância para a raça é tanta que cogitou-se durante muito tempo que o culto a Allihanna houvesse sido trazido pelos elfos para Lamnor. O Grande Oceano (conhecido pelos elfos como Ronn-Tirk) também é adorado entre marinheiros e pescadores, Marah (chamada Lyon-na) é bastante adorada pelos fugitivos de Lenórienn, e mesmo Hyninn (chamado Quindallas) e Sszzaas (chamado Khassir-Thalier, "Demônio da Noite") são bem conhecidos entre os elfos[5].

Há elfos que se tornaram sacerdotes de Megalokk, mas eles são raros - e certamente não podem ser encontrados em reinos ou cidades. Preferem regiões remotas e perigosas, especialmente as Montanhas Sanguinárias. Uns poucos conseguem a incrível façanha de viver em harmonia com os monstros de uma região; outros, ainda mais raros, chegam a comandar esses monstros. Há elfos que veneram Tanna-Toh e Wynna (chamada por eles de Dallia). Entre os deuses menores, um conhecido é Cette, o deus elfo dos arqueiros[5].

Outra deusa que desperta a atenção dos elfos é Tenebra. Relatos dizem que ela já possuía cultos na antiga Lenórienn, mas estes sem dúvida aumentaram muito após a queda da nação élfica - chegando inclusive a gerar uma seita de elfos dedicada à deusa e ao ódio à Glórienn, os Elfos Negros. São um povo amargurado e vingativo, liderados pelo antigo líder dos Espadas de Glórienn, Berforam. Eles vivem nas estalactites e estalagmites da caverna Coração de Tenebra, nas fronteiras do Reinado. Seus olhos e cabelos são completamente negros, como a noite que veneram. Sua vida é dedicada a odiar todos os demais povos de Arton[3].

Divisões dos ElfosEditar

Elfos NotáveisEditar

Notas e ReferênciasEditar

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