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A Infinita Guerra foi um conflito ancestral que ocorreu entre os elfos de Lenórienn e os hobgoblins em Lamnor[2], durando um período de 994 anos e resultando na queda da nação élfica e na formação da Aliança Negra dos Goblinóides[1].

Origens do ConflitoEditar

A Infinita Guerra encontra seus precedentes na chegada dos elfos ao continente de Lamnor. Vindo do oceano em barcos enormes, eles desembarcaram na costa oeste e deram início à construção de Lenórienn, o "Novo Lar". Mas o território escolhido pelos elfos para estabelecer sua nação era ocupado por hobgoblins, raça nativa do local[3].

Descontentes com aquelas inconvenientes criaturas presentes em sua nova morada, os elfos iniciaram então uma caçada implacável aos hobgoblins para "limpar" a área escolhida. Incapazes de enfrentar as flechas e a mágica dos elfos, os goblinóides foram então forçados para o sul. Livres das criaturas, os elfos iniciaram então a construção da gloriosa cidade de Lenórienn[3].

A Infinita GuerraEditar

A derrota surtiu efeito curioso sobre os hobgoblins. Talvez por uma questão de instinto de sobrevivência, a raça começou a desenvolver novas armas e ferramentas, dominando técnicas antes conhecidas apenas pelos humanos. No espaço de apenas algumas décadas, os hobgoblins se tornaram o povo goblinóide mais desenvolvido de Lamnor em armamentos e máquinas de guerra[3].

Embora o poder da nação élfica fosse inquestionável, suas relações com os reinos vizinhos não eram das melhores. Khinlanas, o regente elfo da época, recusava a visita de emissários e não permitia a passagem de rotas comerciais através de território élfico. Seu governo se baseava em isolar os elfos de todas as outras raças - a própria raça élfica se considerava perfeita, evitando contato com "raças inferiores"[3].

Tamanha arrogância e xenofobia irritou os humanos que habitavam Lamnor na época, que desistiram de qualquer relação diplomática e passaram a ignorar a presença dos elfos na região. Foi assinado um tratado entre as nações humanas vizinhas a Lenórienn; de acordo com o Tratado de Lamnor, nenhum reino humano próximo a Lenórienn poderia interferir nos assuntos élficos. Fosse para o bem, fosse para o mal[3].

Coincidência ou não, os hobgoblins retomaram a ofensiva pouco tempo depois da assinatura do Tratado. E desta vez as coisas seriam diferentes; enquanto a confiança excessiva dos elfos deixou-os despreparados para a guerra, o esforço dos hobgoblins em desenvolver nova tecnologia foi recompensado. O ataque repentino das imensas e assustadoras máquinas de guerra por pouco não derrubou Lenórienn. Desta vez sem condições de expulsar os hobgoblins, os elfos podiam apenas se defender. A guerra atravessou séculos sem pender para um lado vencedor - era a Infinita Guerra[3].

A Aliança NegraEditar

Enquanto elfos e hobgoblins guerreavam, quase todo o restante de Lamnor ia sendo conquistado por Thwor Ironfist e seu exército bugbear. Um obstáculo no caminho de Thwor era a cidade fortificada de Remnora, contra a qual ele precisava de máquinas de guerra que não possuía para enfrentar. Um outro problema era a presença massiva dos hobgoblins na área, sempre empenhados em sua guerra contra a nação élfica. A saída encontrada foi utilizar da estratégia militar[3].

Primeiro ele recuou seus exércitos presentes no território de Remnora, simulando o que parecia ser uma retirada. Liderando um terço de suas tropas, o líder dos bugbears rumou até uma área de conflito entre elfos e hobgoblins. Thwor encontrou uma única solução para seus dois problemas: a aliança com os hobgoblins, que possuíam catapultas e outros maquinários capazes de derrubar Remnora[3].

Através de um intrincado plano, o próprio Thwor realizou um feito inimaginável; invadiu a cidade dos elfos e raptou a princesa élfica Tanya. Ofereceu-a ao líder hobgoblin em troca de seu apoio e pelo uso de suas máquinas de guerra na batalha de Remnora, e em conquistas seguintes. Hobgoblins e bugbears. Estava assim formada a Aliança Negra[3].

O Confronto FinalEditar

Nas vésperas do confronto final, o sacerdote Razlen Greenleaf ainda tentou convencer o Conselho de Lenórienn a tentar reverter o Tratado de Lamnor e procurar a ajuda dos reinos humanos para enfrentar a ameaça goblinóide, mas sua proposta foi recebida com gargalhadas e escárnio do regente Khinlanas e dos outros conselheiros. Magoado, ele deixou a nação élfica e partiu rumo a Ramnor[4].

Para a defesa de Lenórienn, existiam vários grupos élficos de elite, como os Arqueiros Arcanos e os Espadas de Glórienn[5]. Porém, nenhum esforço adiantou. No final, os elfos foram massacrados e tiveram sua cidade destruída, perdendo seu orgulho e tornando-se uma raça espalhada e desorganizada[2]. Os Espadas de Glórienn clamavam em vão por sua deusa enquanto viam suas famílias serem dizimadas[5]. Eras de arte e história foram profanadas pelos quase irracionais goblinóides[6].

A própria Glórienn participou diretamente do combate, enviando seu avatar para lutar contra Thwor Ironfist na batalha final - e perdendo[7]. O trauma e a desilusão fizeram com que muitos elfos passassem a abandonar a crença na deusa, voltando-se para outros deuses[5]. Como parte do acordo com Thwor, Lenórienn passou para as mãos dos hobgoblins, que a renomearam como Rarnaakk. Dali, a Aliança Negra partiu para a conquista do restante do continente[3].

Embora retratada em várias obras de arte, a queda de Lenórienn jamais teve seu impacto melhor reproduzido que em A Última Prece a Glórienn, do sobrevivente Valin Mantor[6].

Notas e ReferênciasEditar

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