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Este artigo é sobre o grande herói caído. Para outros significados de "Paladino", veja Paladino (desambiguação).
Paladino de Arton
Paladino de Arton.jpg
Paladino de Arton

Status

Morto (por um grupo de aventureiros)[1]

Ocupação

Herói corrompido[1]

Origem

Aldeia do Paladino, Jallar[2]

Gênero

Masculino [3]

Espécie

Humano [3]

Primeira Aparição

Dragão Brasil 49

Última Aparição

Trog!

Classe e Nível

Paladino 20[4]

Tendência

Leal e Bom[4]

O Paladino de Arton foi um grande herói que se ergueu como um raio de esperança para Arton[1]. Ele surgiu apenas recentemente no mundo, mas sua existência e seus atos já foram cantados pelos bardos e louvados pelos sacerdotes. Enviado pelos deuses como resposta às preces daqueles que lutam contra o mal, ele não parece ter nome ou passado. É conhecido apenas como o Paladino[4].

HistóriaEditar

OrigensEditar

Embora seu nome verdadeiro seja desconhecido, sabe-se que o Paladino nasceu em uma pequena aldeia de Jallar, um dos reinos menores nos limites do Reinado. Ele nem sempre foi um guerreiro sagrado quase indestrutível, nesta época ele era apenas um homem comum, mortal e sujeito a tentações como qualquer outro, conhecido como o Paladino de Jallar. Ele era o único paladino de Toris, a deusa menor do reino de Jallar, e passava seus dias cavalgando e percorrendo as fronteiras do reino[2].

Os poucos monstros que chegaram a ameaçar o minúsculo reino foram praticamente dizimados pelo herói. Toris considerava o paladino sua obra-prima, e sentia por ele grande orgulho, mas também muito ciúme. Então, um dia, quando seu paladino cedeu aos afagos de uma rapariga agradecida, Toris foi tomada pela fúria e fulminou o infiel com um relâmpago. Desde então a deusa tornou-se ainda mais reclusa e paranóica, usando seu poder para esconder Jallar do resto do mundo. Hoje em dia são poucos aqueles que sabem da existência desse reino[2].

A Mão do NecromanteEditar

Mas aquele não havia sido o fim do único paladino de Toris. Seus restos foram encontrados por Vladislav Tpish um mago aventureiro que voltava de uma aventura. Descobrindo magicamente a trágica história do herói, Vladislav percebeu que ele não poderia ser devolvido à vida por meios normais - afinal, não se pode ressuscitar alguém que tenha sido morto pelos próprios deuses. Então teve uma idéia[2].

Vladislav levou os ossos carbonizados para seu laboratório. Ele reconstruiu sua forma, costurou carne a seu esqueleto e implantou todos os vinte Rubis da Virtude no corpo da criatura. Vladislav não tinha certeza sobre qual seria o resultado, apenas seguia uma estranha intuição. Quando o último rubi foi colocado, nasceu o Paladino de Arton, agora muito mais poderoso e indestrutível[2].

O PanteãoEditar

O despertar do novo Paladino em Arton foi imediatamente percebido pelo Panteão. Outrora incapazes de localizar os Rubis da Virtude, até então desaparecidos, eles agora podiam perceber com clareza que um único mortal havia recebido o toque de vinte deuses. Isso jamais havia acontecido antes[2].

Uma vez que todos os Rubis da Virtude não podiam ser destruídos por nenhum poder mortal, o Paladino também recebeu essa invulnerabilidade - apenas os deuses poderiam feri-lo. Contudo, embora os Rubis da Virtude carregassem um pouco de cada deus (incluindo entidades malignas), o Paladino ainda se conservava bom e justo. Fosse pela influência mais poderosa dos deuses bons, fosse por sua própria natureza, ele ainda era um paladino[2].

Os deuses do bem ficaram satisfeitos com o surgimento deste poderoso herói - mas claro que Ragnar, Tenebra e Keenn protestaram, sentindo-se trapaceados. Eles queriam a destruição do Paladino. Essa decisão não foi tomada, por dois motivos: primeiro, porque os deuses malignos eram minoria; e segundo, porque o Paladino ainda era o portador de todos os Rubis da Virtude - e era proibido ao Panteão destruir as gemas que agora faziam parte de seu corpo. Assim, ficou decidido que qualquer ataque contra o Paladino significava desafiar todo o Panteão[2].

Isso também explica porque nunca surgiu um antipaladino para desafiar o Paladino de Arton: sozinhos, os deuses malignos simplesmente não têm poder bastante para moldar tal criatura. Para isso seria necessário reunir novamente o poder do Panteão inteiro[2].

A Chegada do Paladino de ArtonEditar

Relatos sobre a primeira aparição do Paladino em Arton são confusos. Vários grupos de aventureiros afirmam ter travado o primeiro contato, mas é certo que não fazem muitos anos de sua chegada em Arton. Embora este seja um ponto polêmico, conta-se que o primeiro grande feito do Paladino em Arton foi destruir um dragão-rei e libertar sua escrava, uma mulher-demônio. Muitos estudiosos rejeitam este fato, uma vez que guerreiros sagrados são conhecidos por caçar demônios, e não salvá-los. Outros, contudo, apontam nessa história a prova maior da nobreza do Paladino - pois um verdadeiro herói não julga alguém por sua aparência, raça ou origem, mas sim por seus atos[2].

Desde então o Paladino tem sido visto em pontos diversos do continente, viajando sozinho ou acompanhando outros aventureiros. Alguns que lutaram ao seu lado afirmam ter recebido uma sensação de força e confiança, uma inspiração tão poderosa que aumentava seu poder diante do mal. Outros juram que legiões de criaturas malignas fugiram apavoradas após apenas olhar para ele. As histórias de seus feitos são tantas que é impossível acreditar em todas: o Paladino teria que estar em vários lugares distantes de Arton ao mesmo tempo para ter realizado todas as façanhas creditadas a ele[2].

Servindo a poderes muito maiores que sua antiga e possessiva deusa, o novo guerreiro dos deuses mostrava ser uma das maiores forças do bem sobre o mundo. Apesar disso, o Paladino era uma criatura atormentada: seu rosto, sob o elmo, pertencia a uma mulher. É dito que essa origem é relatada em um livro em posse da esfinge Baarlukia, de Vectora[4].

Campeão do BemEditar

Nenhum outro herói podia se comparar ao novo campeão, e nenhum poder no mundo era capaz de derrotá-lo. O guerreiro sagrado, moldado pelo poder conjunto de muitos deuses, era o maior defensor da verdade, honra e justiça. Chegou a se aventurar do lado de alguns dos maiores heróis da existência, como Vectorius (que rumores diziam que podia ser seu próprio pai)[4] e, segundo rumores, o Goblin Herói[5].

A influência do Paladino no curso dos eventos em Arton foi visível. Sem sua atuação derrotando Mestre Arsenal, o traiçoeiro deus Sszzaas teria sido bem-sucedido em sua primeira tentativa de escapar à sua punição. Sua simples existência tem inspirado jovens a procurar templos e lutar pelo status de guerreiros sagrados. Comenta-se até que ele teria sido enviado pelos deuses com a última e única esperança contra a Tormenta - mas sobre isto não há nenhuma certeza. Mas é verdade que o Paladino também tem sido causa de problemas menores; apaixonada por ele, a jovem princesa Rhana fugiu de casa, deixando o Rei Thormy de Deheon com uma úlcera extra…[2]

Muitos rumores surgiram sobre os feitos do Paladino: de que ele teria sido visto rumando para o interior de uma área de Tormenta nas proximidades de Triunphus e então a destruído, ou de que, após salvar um vilarejo élfico, ele apaixonou-se por uma sacerdotisa de Glórienn e ambos tiveram uma filha chamada Vitória. Era impossível distinguir a realidade em todos os boatos, mas parecia não haver dúvida de que o Paladino poderia vencer qualquer oponente - exceto, talvez, a tentação e a corrupção trazidos pelo poder total[2].

IntocávelEditar

O poder do Paladino contra o mal era infinito - mas ele foi sendo, pouco a pouco, corrompido por esse poder. Em sua incessante luta contra o mal, ele mostrava sinais de estar obcecado. Nunca se soube que o Paladino tenha sido visto dormindo, se alimentando ou mesmo repousando. Ninguém sabia se ele estava além de tais necessidades, ou apenas não aceitava as próprias fraquezas. O Paladino nunca participava de festejos em sua honra, nem aceitava comemorar vitórias, partindo imediatamente após cumprir suas missões. "Em algum lugar há algum crime acontecendo", ele explicava[2].

De fato, ele passou a ser visto convocando aventureiros para realizar missões que ele próprio poderia cumprir muito facilmente. Alguns acreditavam que o Paladino apenas tenta orientar os novos e jovens heróis deste mundo. Outros perceberam que ele estava ficando prepotente, arrogante, e não aceitava mais se envolver pessoalmente em "problemas menores"[4].

A Saga dos Rubis da VirtudeEditar

Mais tarde, o Paladino foi morto uma segunda vez, sem que ninguém conhecesse o poder por trás de tal façanha. Seu cadáver foi encontrado pela jovem druida Lisandra, que o levou para uma caverna em Galrasia. Ao descobrir que os Rubis da Virtude eram necessários para ressuscitá-lo, Lisandra partiu em sua busca, reunindo amigos como Niele, Tork e Sandro Galtran na tarefa[6]. O primeiro Rubi foi recuperado por Lisandra e Sandro no Palácio Naxus e imediatamente incrustado na armadura do Paladino[7]. O segundo Lisandra e Tork recuperaram de um bando de assaltantes goblinóides próximo de Malpetrim e também o devolveram[8].

Em sua vulnerabilidade, o Paladino começou a atrair seus poderosos inimigos para as proximidades. Nekapeth, o sumo-sacerdote de Sszzaas, visitou a caverna onde estava o seu cadáver e, após tirar Lisandra e Tork de combate, atacou o próprio corpo do Paladino. Mas o ataque saiu pela culatra e Nekapeth foi aparentemente destruído, deixando para trás o terceiro Rubi da Virtude[8]. A ameaça fez com que Lisandra e Tork resolvesse partir logo em busca dos outros Rubis, sem perceber que com apenas três deles o Paladino começa a se mover[9].

De volta à vida, o Paladino foi o responsável por salvar Lisandra e destruir Helena, a Enguia-Rainha[3], mas por alguma razão era odiado pela elfa Niele[6]. No fim, mostrou-se corrompido, sendo envolvido pelo Mestre Arsenal em um plano que trouxe de volta o deus Sszzaas e tendo de ser morto por um grupo de aventureiros[1].

Aparência e PersonalidadeEditar

A descrição da aparência do Paladino era sempre precisa: um guerreiro imenso, medindo não menos de 1,90m (alguns relatos exagerados falavam em dois ou até três metros!), trajando roupa verde e uma armadura dourada, decorada com grandes rubis. Esses rubis ficavam dispostos em pares, um maior ao lado de um menor. O rosto estava sempre coberto com um capuz e protegido por uma máscara metálica. Nenhum centímetro de sua pele era visível, apenas o longo cabelo que pendia de um rabo-de-cavalo[2].

Presumia-se que o Paladino fosse humano, mas essa não era uma certeza completa: seu cabelo lilás era característico de alguns elfos de Arton. Estranhamente, sua voz soava tão clara como se estivesse sem máscara. Ele não tinha qualquer sotaque reconhecível: falava com fluência o Valkar, idioma padrão do Reinado, mas também foi visto se comunicando em outras línguas. O Paladino era conhecido por falar sempre de modo teatral e dramático, e por tratar todas as mulheres por "milady". Além de seu aspecto, muito pouco era conhecido sobre o Paladino - nem mesmo seu nome verdadeiro[2].

Um intrigante mistério cercava a aparência do Paladino: seu rosto. Aqueles que viram a face sob a máscara juravam que ela pertencia a uma mulher. Uns diziam que aquela seria a face da própria deusa Toris. Outros afirmavam que o Paladino teve seu verdadeiro rosto tomado pelos deuses, como lembrança de sua origem e lição de humildade[2].

Habilidades e EquipamentoEditar

O Paladino parecia quase indestrutível: nenhum tipo de mágica mortal podia afetá-lo (apenas de deuses e avatares), mesmo as mais poderosas. Armas comuns não podiam feri-lo, e armas mágicas "fracas" não tinham efeito contra ele. A única coisa conhecida capaz de lhe causar dano eram as armas mágicas mais poderosas, e nem mesmo a posse de uma delas significava qualquer chance de vitória: por razões ainda inexplicáveis, qualquer ataque bem-sucedido contra o Paladino provocava um contra-ataque que resultava em morte ou sérios ferimentos para o atacante. Embora todos os guerreiros sagrados recebam dos deuses certa proteção contra magia ou ferimentos, até agora nenhum deles demonstrou tamanha resistência[2].

O Paladino era ainda imune a fogo, frio, eletricidade, ácido, veneno, doenças e maldições, mágicas ou não. Era também imune ao medo, podia ver coisas invisíveis e nunca era enganado por ilusões. Qualquer criatura maligna pouco experiente ficava paralisada à simples visão do Paladino, e mesmo alguns grandes vilões podiam passar por isso. Mas em sua presença, todas as criaturas bondosas tinham sua moral elevada e passavam a lutar e se defender melhor, tornando-se muito mais resistentes ao lutar contra criaturas malignas. Além dos poderes normais de cura dos paladinos, ele também podia curar maldições e ressuscitar os mortos[4].

Os poderes ofensivos do Paladino eram mais modestos, mas nem por isso menos impressionantes. Mesmo de mãos vazias ele tinha a força de um gigante - e ele não costumava estar de mãos vazias. Sua espada sagrada, arma tradicional dos paladinos, mostrou possuir os poderes combinados de muitas armas mágicas em uma só. Muito poucos sobreviveram a um golpe desta arma, que era envolta ainda num último grande enigma: uma vez que todos os vinte Rubis da Virtude estavam incrustados na armadura do Paladino, então de onde veio o rubi extra que adornava sua espada sagrada[2]?

CuriosidadesEditar

  • O Paladino de Arton é um dos personagens que já existia na revista Dragão Brasil antes do próprio cenário de Tormenta. Ele participava da seção Pergaminhos dos Leitores, respondendo de modo cômico as correspondências dos leitores junto de outros personagens - como Katabrok, Tasloi e a Paladina[10];
  • Além da seção Pergaminhos dos Leitores, o Paladino já havia aparecido na aventura Holy Avenger na Dragão Brasil 46, onde tinha já um aspecto muito próximo de como ele viria a ser apresentado no cenário de Tormenta, sendo um avatar criado pelo poder combinado de vários deuses[10].

ApariçõesEditar

Notas e ReferênciasEditar

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