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Rubis da Virtude
Rubis da Virtude.jpg
Rubis da Virtude

Categoria

Artefato [1]

Paradeiro Atual

desconhecido

Primeira Aparição

Tormenta - 1ª Edição

Última Aparição

Trog!

Os Rubis da Virtude são artefatos na forma de gemas preciosas. Criados pelos deuses do Panteão, existem em número de vinte e um (um para cada deus, e um extra) e representam um pacto de confiança entre os próprios deuses. Perdidos após um plano mal-sucedido de Sszzaas, o deus da traição, eles foram parar em Arton, onde acabaram sendo usados na criação do Paladino de Arton. Após a última morte do Paladino, eles estão novamente desaparecidos[2].

A Origem dos RubisEditar

Após o incidente da Revolta dos Três, no qual os deuses Valkaria, Tillian e Kallyadranoch tentaram tomar o poder do Panteão e foram punidos, Khalmyr conferenciou com os outros deuses. Eles deveriam evitar que a coisa se repetisse - e foi uma entre as raríssimas ocasiões no decorrer dos milênios que todo o Panteão concordou em algo. Tinha que haver uma forma de obrigar os deuses a confiar uns nos outros[2].

Foi Nimb, o deus do caos, quem trouxe a ideia. Cada deus deveria forjar um objeto, uma gema preciosa, que seria o símbolo de sua posição. As gemas seriam indestrutíveis por meios mortais - apenas os próprios deuses poderiam destruir uma delas. Então cada gema seria ofertada a outro deus, que ficaria responsável por sua guarda. Os próprios deuses não sabiam a quem pertencia a gema que cada um possuía. Se essa gema fosse destruída, o deus que a criou seria imediatamente privado de seu poder[2].

Essas gemas seriam conhecidas como os Rubis da Virtude. Assim foi feito. Provando sua bravura e liderança, Khalmyr foi o primeiro a forjar sua gema - sendo logo seguido pelos demais. E Nimb rolou seus dados para determinar quem ficaria com cada pedra. Milênios se passaram, e a harmonia reinou. Mesmo os deuses inimigos, como Azgher e Tenebra, prosseguiam lutando por territórios e seguidores - mas nunca mais foi necessário punir um membro do Panteão. Infelizmente, a paz não durou eternamente[2].

O Plano do TraidorEditar

Tanto tempo se passou desde a criação dos Rubis da Virtude que os próprios deuses andavam quase esquecidos de sua existência. Ninguém entre os deuses sabia disso, mas a ideia dos rubis havia sido sussurrada a Nimb pelo traiçoeiro Sszzaas. O deus serpente nunca viu vantagens na liderança de Khalmyr, o deus da justiça e da ordem; ele preferia o caótico Nimb no comando, e apoiava todas as suas decisões - não por lealdade, claro, mas porque a eventual liderança de Nimb traria muito mais oportunidades para um conspirador como ele[2].

Durante eras, sorrateiro e silencioso, Sszzaas fez o impensável. Ele se esgueirou pelos planos e roubou todos os Rubis da Virtude, um a um. Foi um trabalho paciente, sempre esperando durante séculos - ou até milênios - pelo momento certo para surrupiar a gema sem ser notado. Então, um dia, ele conseguiu reunir todas. Sszzaas decidiu escondê-las em Arton - as gemas foram entregues a clérigos de sua ordem e guardadas em lugares secretos[2].

Sua intenção era óbvia: destruir as gemas de todos os outros deuses e ser o único membro do Panteão. Contudo, justamente quando tentava descobrir qual era sua própria gema, Sszzaas foi apanhado por Khalmyr. Todos os outros deuses concordaram que, por seu crime, o deus da intriga devia ser eliminado: ele foi transformado em mortal e depois destruído (ou pelo menos assim se pensava)[2].

Os Rubis da Virtude, contudo, continuavam desaparecidos. Os outros deuses comandaram seus clérigos e paladinos para iniciar uma caçada implacável contra todos os sacerdotes de Sszzaas, praticamente extinguindo o maléfico culto - mas mesmo assim as gemas não foram encontradas[2]. Apesar de sua veracidade, muitos dos habitantes de Arton acreditam que esta história foi inventada por um joalheiro esperto para valorizar ainda mais o conjunto valiosíssimo de vinte rubis magicamente lapidados como esferas, mas mesmo assim muitos sacerdotes gostam de contar esta lenda[3].

O Paladino de ArtonEditar

Os Rubis continuaram desaparecidos por muitos anos, até que o mago Vladislav Tpish e seu grupo de aventureiros os encontrou em uma missão em um templo sszzaazita em 1396. Retornando desta missão, Vladislav encontrou o cadáver fulminado do então Paladino de Jallar, e teve uma estranha ideia[2].

Vladislav levou os ossos carbonizados para seu laboratório, onde reconstruiu sua forma, costurou carne a seu esqueleto e implantou todos os vinte Rubis da Virtude no corpo da criatura. Vladislav não tinha certeza sobre qual seria o resultado, apenas seguia uma estranha intuição. Quando o último rubi foi colocado, nasceu o indestrutível Paladino de Arton[2].

O Novo PactoEditar

O despertar daquele novo Paladino em Arton foi imediatamente percebido pelo Panteão. Outrora incapazes de localizar os rubis, eles agora podiam perceber com clareza que um único mortal havia recebido o toque de vinte deuses. Isso jamais havia acontecido antes[2].

Uma vez que todos os Rubis da Virtude não podiam ser destruídos por nenhum poder mortal, o Paladino também recebeu essa invulnerabilidade - apenas os deuses poderiam feri-lo. Contudo, embora os Rubis da Virtude carregassem um pouco de cada deus (incluindo entidades malignas como Ragnar, Tenebra, Sszzaas…), o Paladino ainda se conservava bom e justo. Fosse pela influência mais poderosa dos deuses bons, fosse por sua própria natureza, ele ainda era um paladino[2].

Os deuses do bem ficaram satisfeitos com o surgimento deste poderoso herói - mas claro que Ragnar, Tenebra e Keenn protestaram, sentindo-se trapaceados. Eles queriam a destruição do Paladino. Essa decisão não foi tomada, por dois motivos: primeiro, porque os deuses malignos eram minoria; e segundo, porque o Paladino ainda era o portador de todos os Rubis da Virtude - e, de acordo com o pacto de Nimb, era proibido destruir as gemas que agora faziam parte de seu corpo. Assim, ficou decidido que qualquer ataque contra o Paladino significava desafiar todo o Panteão[2].

A Saga dos Rubis da VirtudeEditar

Com o poder dos Rubis, o Paladino de Arton era praticamente invencível. Combatendo o mal implacavelmente pelo mundo, nada parecia ser capaz de abalá-lo. Até que, em determinado momento, o Paladino foi morto e os Rubis se perderam mais uma vez. Sabendo que os Rubis eram necessários para ressuscitá-lo, a druida Lisandra e aventureiros como Niele, Tork e Sandro Galtran partiram em uma busca pelos rubis para trazer o grande herói de volta[4].

O primeiro Rubi foi encontrado por Lisandra e Sandro no Palácio Naxus, em posse do dragão Naxus Dilkar, sendo recuperado e recolocado no cadáver do Paladino em Galrasia. Segundo a lenda, Naxus Dilkar foi um homem ganancioso, que ousou se apoderar de um dos Rubis da Virtude e, por desejar o Rubi como parte de sua fortuna pessoal, foi punido, transformado em monstro e condenado a guardar a gema até que ela fosse necessária - o que resultou em sua morte nas mãos de Sandro[5].

O segundo Rubi foi descoberto por Sandro em posse da maga Niele, que após acidentalmente matá-lo e ressuscitá-lo decidiu se reunir à busca pelos Rubis. Niele por sua vez havia adquirido o Rubi ao derrotar um dragão marinho que ameaçava a cidade de Malpetrim. A fera teria entregado a gema a ela como modo de ter sua vida poupada[6]. O terceiro Rubi foi encontrado por Tork e Lisandra em posse de um bando de assaltantes goblinóides nas proximidades de Malpetrim, que por sua vez o haviam arrancado de um grupo de aventureiros que emboscaram[7].

O quarto Rubi foi recuperado por Niele e Sandro Galtran dos kobolds do Planalto dos Kobolds, que por sua vez o haviam roubado de Odara, a xamã da Aldeia dos Centauros[8]. O sexto Rubi foi deixado por Nekapeth ao ele atacar o cadáver do Paladino de Arton em Galrasia e falhar, sendo aparentemente destruído no processo[3] - e fazendo com que, neste momento, três dos Rubis estivessem reincrustados no corpo do Paladino, que voltou então a se mover. O sétimo Rubi foi recuperado por Niele e Sandro no Templo do Inseto-Rei de Petrynia, onde era protegido por uma estátua animada[9].

Outras Características dos RubisEditar

Os Rubis da Virtude são gemas grandes, mas existem rubis maiores e menores. Rumores dizem que cada um deles tem poderes diferentes, mas ninguém sabe como despertá-los. Sabe-se apenas que o portador de um dos rubis torna-se imune aos poderes e magias de clérigos do deus correspondente, além de outras imunidades especiais. O rubi de Megalokk, por exemplo, supostamente seria capaz de proteger o usuário contra todos os tipos de monstros[2].

Existe ainda um último grande enigma sobre os Rubis. Uma vez que todos os vinte Rubis da Virtude foram incrustados na armadura do Paladino de Arton, então de onde veio o rubi extra que adorna sua espada sagrada? Rumores dizem que o 21º Rubi da Virtude teria sido forjado por um deus menor que planeja entrar para o Panteão, mas ninguém sabe qual a história real por trás dele[2].

Proprietários ConhecidosEditar

Notas e ReferênciasEditar

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